O meia Molina, do Santos, admite que se sente desgastado por estar sempre correndo atrás de uma posição no time titular sem nunca conseguir se firmar. Embora faça gols importantes e seja querido pelos torcedores, o colombiano está sempre saindo da equipe. Basta que o Peixe apresente alguma queda de produção que é sacado.
O jogador começou o Brasileirão com moral. Fez gols contra Grêmio, Fluminense e foi titular até o jogo contra o Botafogo, na sexta rodada. Mas o Peixe foi mal, perdeu para o time carioca e Molina acabou voltando para o banco.
- O time todo não foi bem. Não fui o único a jogar mal. Mas é normal que um treinador queira fazer variações no time após uma derrota. Eu acabei sendo escolhido para sair. Tudo bem. Só tenho de trabalhar mais e mais para tentar voltar ao time.
Contra o Vitória, domingo, às 18h30m (horário de Brasília), no Barradão, ele deverá ter novamente mais uma chance. Como Neymar está suspenso e Róbson não foi bem contra o Sport, sábado passado, Molina poderá reaparecer no time. Mas entra em campo pressionado, pois afirma que teria de jogar muito bem para seguir no time. Para ele, fazer um jogo apenas regular não serve.
- Acho que meu desgaste não é igual ao de um atleta que tem sequência de jogos. É maior. E não é só desgaste físico, mas mental. Todo dia tenho de estar brigando com muitas coisas e comigo mesmo. Sempre tenho de estar demonstrando que tenho condições de jogar. Mentalmente, cansa muito. Mas sou profissional e tenho de encarar isso com normalidade.
Para evitar polêmicas, Molina nega que seja vítima de injustiça, como seu discurso deixa transparecer.
- São circunstâncias do trabalho. Não disse há injustiça. Todos os jogadores que estão aqui se preparam bem e querem jogar. Acredito que quando o (técnico) Vagner Mancini toma suas decisões, ele pensa no bem do grupo. A mim cabe apenas trabalhar - diz, num discurso que mistura decepção com resignação.
Trajetória complicada
A vida de Molina no Peixe não tem sido muito fácil. Ele foi contratado no início do ano passado e já encontrou clima ruim logo em sua chegada à Vila Belmiro: Emerson Leão, que comandava a equipe na época, revelou que não havia solicitado a contratação do colombiano. Ainda assim, o meia se tornou titular, mas sem jamais conseguir se firmar. Foi assim com Cuca, Márcio Fernandes e agora com Mancini.
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