quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

MOLINA é denunciado e vai ao jugamento nesta segunda feira.

Os santistas Rodrigo Souto e Molina foram denunciados pela Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo e podem desfalcar o Alvinegro a partir de segunda-feira, quando serão julgados. Molina foi expulso contra o Marília, no último dia 12, em Marília. Souto levou o vermelho contra o Guarani, domingo retrasado, na Vila Belmiro.

O caso mais grave é o do meia colombiano. O jogador foi denunciado por tentativa de agressão ao meia Fabiano Gadelha, do Marília. Molina tentou acertar um pontapé no adversário, mas errou. A pena para esse tipo de infração é pesada: suspensão de 60 a 270 dias.

Já Rodrigo Souto foi denunciado por praticar jogada violenta - ele deu um carrinho em uma adversário e foi expulso pelo acúmulo de dois cartões amarelos. A pena nesse caso é bem mais branda: suspensão de dois a seis jogos.

Como o julgamento será apenas na segunda-feira, ambos estão liberados para jogar contra o Bragantino, nesta quinta-feira, e contra o São Paulo, domingo.

"Mais importante", Molina mostra confiança.

Em alta com o técnico Vagner Mancini, colombiano espera reconquistar vaga no time titular

--

Apesar de sempre ter seu nome gritado pelo torcedor nos jogos do Santos, mesmo quando está no banco de reservas, o colombiano Molina ainda não conseguiu reeditar as boas apresentações na Copa Libertadores do ano passado, quando surpreendeu a todos. Da metade para o fim do ano, o jogador viveu momentos difíceis. Não se acertou, assim como o time todo, nas mãos de Cuca, e depois amargou o banco de reservas sob o comando de Márcio Fernandes.

Apesar de tentar se esquivar de uma polêmica com o ex-treinador, o colombiano garante ter ficado chateado com as críticas sofridas pelo time durante a temporada passada. Enquanto a equipe sofria com o perigo de rebaixamento, muitos, entre eles o próprio técnico Márcio Fernandes, classificavam que o Santos necessitava da contratação de um meia.

- Fiz 13 gols no ano passado, mas ninguém valorizou o trabalho que fiz. Fico chateado certas vezes pois quero estar em campo. Ninguém ganha carinho da torcida sem jogar bola. No início da temporada diziam que não tinha meia. Mas, para mim, era ao contrário. Eu fiz bem essa função e estava fazendo gols. Não fiquei muito feliz com isso - afirma o meia, que deve ganhar uma chance no time titular contra o Bragantino.

Após a saída de Cuca, em agosto, o jogador, assim como outros atletas do elenco, criticou de certa forma o trabalho feito por ele na Vila Belmiro. O atual técnico do Flamengo não gostou e disse ter ficado chateado com as declarações dos santistas. Exatamente por isso, Molina prefere não tecer comentários sobre o trabalho de Márcio Fernandes, mas deixa clara sua insatisfação durante o Brasileirão do ano passado e também no início da temporada.

- Não quero falar do treinador passado. No ano passado, falei do Cuca e foi o fim do mundo. Fiquei sabendo que ele estava até chateado. Não adianta mais falar - diz.

Por conta de uma certa insatisfação, Molina quase foi negociado no início da temporada. O Sport queria seu empréstimo para a disputa da Copa Libertadores e o Grupo Sonda tentava vendê-lo para algum clube dos Emirados Árabes. Sem sucesso, Molina está mais confiante após a chegada do técnico Vagner Mancini.

- Eu sempre estive feliz aqui no Santos, e agora com o Mancini me sinto mais participativo com o grupo, mais importante. Meu trabalho sempre foi bom e agora tenho a oportunidade de ganhar esse espaço - comenta o santista.

Entusiasmado com mais uma possibilidade de atuar como titular, o colombiano garante estar preparado para exercer em campo a função pedida pelo novo treinador.

- O esquema que o Mancini está utilizando é muito bom para mim, porque faço a função de meia e gosto de fazer gol também, além de acompanhar o Kléber - finaliza.

Triste por ter sido deixado de lado no Brasileirão, Molina está esperançoso.

O meia Molina, do Santos, torce por novas chances no time titular do Peixe. Ele foi testado no coletivo da última terça-feira e pode aparecer de titular no time na partida contra o Bragantino, nesta quinta-feira, às 21h30m (horário de Brasília), em Bragança Paulista. O jogador admite que andou chateado no ano passado com algumas críticas que o time recebeu, pois se sentiu atingido diretamente.

Durante boa parte do segundo semestre, quando o Alvinegro apenas brigou para não cair no Brasileirão, o técnico Márcio Fernandes e alguns analistas sempre diziam que o time precisava de um meia. Molina, que foi bem no primeiro semestre, se sentiu desrespeitado com isso, pois acredita que poderia muito bem cobrir o setor que o ex-treinador considerava carente.


- Na maioria da temporada passada fui titular. Terminei o ano como vice-artilheiro do time, com 13 gols, mas depois fui desvalorizado, ninguém respeitou o que eu havia feito - afirma.



Agora, Molina tem entrado sempre durante os jogos e, muitas vezes, tem seu nome gritado pela torcida.



- Eu estou feliz aqui. Com Mancini, voltei a ser mais participativo, me sinto mais importante. À torcida, só tenho a agradecer, pois eles sempre me apoiaram muito - comenta.

O colombiano, por outro lado, evita falar no nome de Márcio Fernandes e fazer comparações para não levantar polêmica. Mas fica evidente que ele não se dava bem com o ex-treinador.

- Não dá para falar mais sobre um treinador que está mais aqui. Ano passado, falei algumas coisas que pensava sobre o que aconteceu com Cuca e foi quase o fim do mundo. Então, não adianta mais falar - diz.



Quando Cuca foi demitido, em agosto do ano passado, Molina veio a público questionar os métodos do atual técnico do Flamengo. Entre outras coisas, disse que o treinador testava vários esquemas diferentes nos treinos e, nos jogos, utilizava formações que não foram treinadas.

O colombiano evitou criticar diretamente o ex-técnico do Santos, Márcio Fernandes, responsável pelas indicações de Lucio Flavio e Madson, meias contra

Maurício Molina afirma ter ficado extremamente chateado com a postura da comissão técnica anterior, que apontava carências no meio-campo do Santos, e acredita ter feito boas apresentações em 2008, suficientes para não se pensar em reforços emergenciais para o setor de armação do clube.

O colombiano evitou criticar diretamente o ex-técnico do Santos, Márcio Fernandes, responsável pelas indicações de Lucio Flavio e Madson, meias contratados no final da temporada passada. Em 2008, Molina foi o vice-artilheiro do Santos, com 13 gols marcados.

"Falavam que o Santos não tinha um meia com oficio, que no ano passado a meia não foi bem coberta. Mas para mim acho que foi o contrário. Acho que joguei bem, fiz bastante gols. Fiquei muito chateado com tudo isso. Mas no futebol você tem que trocar a ideia das pessoas", reclamou Molina.

Reserva neste começo do ano, Molina aguarda oportunidade no time que enfrenta o Bragantino, nesta quinta, em Bragança Paulista, pelo Estadual. O técnico Vagner Mancini admite estar em dúvida se escala um jogador que "agrida", no caso Molina, ou se opta por um atleta de mais força na marcação, no caso Germano.

Apesar de Molina criticar veladamente Márcio Fernandes por não ter dado o devido valor ao meia, o colombiano também foi "lembrado" por Vagner Mancini, que solicitou contratação para o setor ofensivo, pouco antes da coletiva com Molina, nesta quinta-feira, no CT Rei Pelé.