quarta-feira, 29 de julho de 2009

Diego ex-Santos vence Molina tambem ex- Santos em amistoso na Espanha'

Com a número 11 do Seongnam, Maurício Molina
pouco pôde fazer para evitar a derrota de sua
nova equipe diante da Juventus.
Time coreano não tem mais chances de
classificação na Copa da Paz, na Espanha'

Emocionado, Molina declara amor por Santos e torcida: 'O coração fica aqui'.

Meia derrama lágrimas ao falar da saída e da família. E espera voltar

Molina não conseguiu deixar o Santos sem derramar lágrimas. O meia se emocionou durante a última entrevista como atleta do Peixe, neste sábado, no CT Rei Pelé. O colombiano acertou contrato por dois anos com o Seongnam Ilhwa, da Coreia do Sul, após uma proposta irrecusável, explicou ele. Na despedida, o jogador agradeceu o apoio de todos, disse que agora é santista e espera um dia voltar à Vila Belmiro. Confira os principais trechos da entrevista de Molina.



Tristeza por deixar Santos

Minha família está bem adaptada aqui e por isso é muito difícil ir para a Coréia. Ainda mais para o meu filho, que tem uma relação muito boa com cidade (emocionado, o jogador para de falar).



Melhor momento com a camisa do Peixe

A Taça Llibertadores do ano passado foi muito boa e ficará na minha lembrança, mas acho que os melhores momentos que passei aqui se deram pela amizade que fiz com todo mundo. Por isso fica tão difícil de falar (novamente o meia engasga de emoção).



Coração na Vila e amor pela torcida

Acho que deixo as portas abertas, tenho muita amizade com todos e tomara que algum dia possa voltar. O coração fica aqui. Tenho que agradecer pelo apoio da torcida, que sempre me ajudou, me incentivou nas ruas e nos jogos. Tomara que algum dia eu volte. Se não for para jogar, pelo menos será para torcer, porque o Santos ganhou um torcedor.



Proposta irrecusável

Esta é uma negociação que vem acontecendo há um mês. Esse mesmo time fez uma proposta no ano passado depois da Libertadores, mas eu não quis sair, ainda tinha coisas a fazer aqui. Dessa vez a oferta foi muito melhor, e vai ser difícil a mudança para lá até por encarar uma cultura diferente.



Pequena frustração e agradecimentos

Tinha o objetivo de ser o estrangeiro com mais gols pelo Santos (com 17 gols, Molina não superou o argentino Etchevarrieta, com 20). Não consegui, mas também porque estou saindo. É uma oportunidade, um contrato muito bom, dará tranquilidade para a família. Tenho que agradecer ao Santos pela oportunidade que abrilhantou minha carreira. Também aos companheiros, pessoal do CT, da Vila, comissão técnica, diretoria... Foi um período muito bom para mim. Passei por momentos difíceis, mas a maior parte do tempo foi demais.

Molina acerta ida para o futebol coreano e se despede dos companheiros no Santos.

Meia já não participa do clássico deste domingo, contra o São Paulo

A manhã deste sábado foi de despedida no Santos . Molina acertou a ida para o Seongnam Ilhwa, da Coréia do Sul, e disputou o último treino com os companheiros no CT Rei Pelé. Depois, o meia se despediu do grupo. Ele já não enfrenta o São Paulo no clássico deste domingo, no Morumbi, pelo Brasileiro .

Molina chegou ao Santos no início de 2008. O colombiano fez 78 partidas com a camisa do Peixe, anotando 17 gols. O meia conquistou a torcida do Peixe rapidamente, mas não conseguiu se firmar como titular absoluto neste período em que defendeu o clube. Na última semana, ele chegou a desabafar sobre não ter a sequência de jogos que gostaria.

- Acho que meu desgaste não é igual ao de um atleta que tem sequência de jogos. É maior. E não é só desgaste físico, mas mental. Todo dia tenho de estar brigando com muitas coisas e comigo mesmo. Sempre tenho de estar demonstrando que tenho condições de jogar. Mentalmente, cansa muito. Mas sou profissional e tenho de encarar isso com normalidade.

Sem conseguir se firmar no time titular, Molina admite estar desgastado.

Jogador tenta fugir de polêmica e não se acha injustiçado, mas diz que luta para ter sequência de jogos causa desgaste mental

O meia Molina, do Santos, admite que se sente desgastado por estar sempre correndo atrás de uma posição no time titular sem nunca conseguir se firmar. Embora faça gols importantes e seja querido pelos torcedores, o colombiano está sempre saindo da equipe. Basta que o Peixe apresente alguma queda de produção que é sacado.

O jogador começou o Brasileirão com moral. Fez gols contra Grêmio, Fluminense e foi titular até o jogo contra o Botafogo, na sexta rodada. Mas o Peixe foi mal, perdeu para o time carioca e Molina acabou voltando para o banco.

- O time todo não foi bem. Não fui o único a jogar mal. Mas é normal que um treinador queira fazer variações no time após uma derrota. Eu acabei sendo escolhido para sair. Tudo bem. Só tenho de trabalhar mais e mais para tentar voltar ao time.

Contra o Vitória, domingo, às 18h30m (horário de Brasília), no Barradão, ele deverá ter novamente mais uma chance. Como Neymar está suspenso e Róbson não foi bem contra o Sport, sábado passado, Molina poderá reaparecer no time. Mas entra em campo pressionado, pois afirma que teria de jogar muito bem para seguir no time. Para ele, fazer um jogo apenas regular não serve.

- Acho que meu desgaste não é igual ao de um atleta que tem sequência de jogos. É maior. E não é só desgaste físico, mas mental. Todo dia tenho de estar brigando com muitas coisas e comigo mesmo. Sempre tenho de estar demonstrando que tenho condições de jogar. Mentalmente, cansa muito. Mas sou profissional e tenho de encarar isso com normalidade.

Para evitar polêmicas, Molina nega que seja vítima de injustiça, como seu discurso deixa transparecer.

- São circunstâncias do trabalho. Não disse há injustiça. Todos os jogadores que estão aqui se preparam bem e querem jogar. Acredito que quando o (técnico) Vagner Mancini toma suas decisões, ele pensa no bem do grupo. A mim cabe apenas trabalhar - diz, num discurso que mistura decepção com resignação.

Trajetória complicada

A vida de Molina no Peixe não tem sido muito fácil. Ele foi contratado no início do ano passado e já encontrou clima ruim logo em sua chegada à Vila Belmiro: Emerson Leão, que comandava a equipe na época, revelou que não havia solicitado a contratação do colombiano. Ainda assim, o meia se tornou titular, mas sem jamais conseguir se firmar. Foi assim com Cuca, Márcio Fernandes e agora com Mancini.

Em busca de um lugar no time, Molina topa quebrar o galho na ala esquerda.

Com o lateral-esquerdo Léo, suspenso, o técnico Vagner Mancini, do Santos, terá de improvisar contra o Vitória, domingo, às 18h30m (horário de Brasília), no Barradão. O reserva imediato seria Triguinho, que está lesionado. Sobram o volante Pará e até o meia Molina, ambos ser deslocados para o setor.

Molina quer voltar ao time titular. Se, para isso, precisar atuar na ala, tudo bem. No entanto, ele admite que tem deficiências na marcação e que, por isso, só poderia jogar na posição num esquema em que não precisasse marcar tanto, como o 3-5-2.

- Como não sou um lateral, vou apresentar problemas na defesa. Agora, ala é diferente, pois você tem a proteção de zagueiros ou volantes e se preocupa mais em atacar. Aí, acho que eu poderia ajudar mais o time, pois sei como atacar, posso acertar um bom cruzamento - afirma.

Nos treinos, Molina sempre é testado no setor. No entanto, o jogador acha que é mais provável que ele não inicie a partida contra o Vitória atuando como ala. Contra Palmeiras e Sport ele chegou a ser deslocado para a lateral, mas durante as partidas, depois de ter entrado em campo para jogar na meia.

- Acho que é mais por circunstâncias da partida. Não sei se seria escalado desde o início. Mas para mim tanto faz. É mais uma possibilidade para eu poder ajudar o time.

Mancini escala Molina entre os titulares, mas mistério continua.

Treinador ainda não confirma se o colombiano jogará contra o Galo, domingo, na Vila Belmiro. Ele disputa vaga com Neymar

Molina ou Neymar? Pelo segundo treinamento seguido, o técnico Vagner Mancini, do Santos, opta pelo colombiano e deixa o garoto entre os reservas. Havia sido assim na última quinta-feira, no CT Rei Pelé, e, nesta sexta, na Vila Belmiro, novamente. Com Molina ajudando Paulo Henrique a armar jogadas, os titulares golearam os reservas por 4 a 1. O colombiano até marcou um dos gols.

No entanto, Mancini ainda não confirma que Molina estará entre os 11 que iniciam a partida contra o Atlético-MG, domingo, às 18h30m (horário de Brasília), na Vila Belmiro. O treinador garante que já tem o time escalado, mas só vai passar momentos antes da partida. Nem os jogadores sabem quem joga. Pelo menos é o que eles dizem.

- O Mancini ainda não passou nada para a gente. O Molina começou o treino, mas o Neymar entrou depois. Eu não sei quem vai jogar como titular – afirma o atacante Kléber Pereira.

Molina decide e Santos vira sobre o Fluminense no Rio

Na terceira partida no Campeonato Brasileiro, o Santos conheceu sua primeira vitória - e foi em grande estilo. No Maracanã, os paulistas bateram o Fluminense por 4 a 1, de virada, somando agora cinco pontos na tabela. Molina, decisivo nos dois primeiros gols, foi o principal nome dos santistas, justificando a titularidade.

Se Carlos Alberto Parreira manteve o Fluminense com a mesma base do segundo tempo contra o Corinthians, com Marquinho como volante e Dieguinho na lateral-esquerda, Vágner Mancini deixou Neymar no banco, dando chance para Molina entre os titulares. Além disso, Fabiano Eller, em negociação com o São Paulo, não foi relacionado. Domingos entrou em seu lugar.

Quando a bola rolou, a marca do primeiro tempo foi de equilíbrio. Paulo Henrique, que brigou com Fábio Costa no último domingo contra o Goiás, dividiu as responsabilidades com Molina e foi o mais perigoso.

Logo no início, o próprio Paulo Henrique assustou, aproveitando sobra na grande área e finalizando forte, perto da trave. Rapidamente, o Fluminense deu a resposta e abriu o marcador aos 9min: Mariano entrou na área tabelando com Fred e, depois de chute de Conca, aproveitou a sobra e finalizou, sem chances para Fábio Costa.

No lance seguinte, por muito pouco o Fluminense não ampliou. Luizinho, mal na partida, permitiu a roubada de Dieguinho, que lançou Fred em velocidade. O camisa 9 bateu bem, mas a bola saiu rente à trave.

Passado o susto, o Santos criou duas oportunidades boas e foi para o intervalo com a igualdade. Aos 22min, falta cobrada na área encontrou a cabeça de Paulo Henrique, que exigiu grande defesa de Fernando Henrique.

Aos 37min, Molina carregou a bola e cavou falta, cometida por Luiz Alberto. Na cobrança, colocou por fora da barreira e acertou o cantinho, marcando seu segundo gol de falta no Brasileiro e justificando a confiança de Vágner Mancini.

Segundo tempo

Na volta do intervalo, o Santos continuou crescendo na partida e rapidamente encontrou a virada. Depois de Paulo Henrique receber de Léo e quase marcar aos 2min, os visitantes chegaram ao gol: aos 6min, Molina deu belo passe por dentro da defesa do Flu, que pediu impedimento de Kléber Pereira e não viu Madson invadir a área, driblar Fernando Henrique e finalizar de dentro da pequena área.

Com a desvantagem, o Fluminense passou a trocar passes no ataque, mas teve pouca inspiração e disposição para encontrar oportunidades. Em uma rara boa jogada, Alan, que já havia vindo para o jogo ao lado de Maurício, foi desarmado sem falta e ficou pedindo pênalti inexistente.

Desatento, o Fluminense ficou em pior condição a partir dos 19min. Um lançamento encontrou Madson que corria em direção ao gol e foi puxado por Dieguinho, que acabou expulso, deixando sua equipe com um a menos.

Sem levar perigo na frente, o Fluminense passou a deixar muitos espaços na defesa e correu riscos. Com Neymar em campo nos últimos minutos da partida, o Santos ainda ampliou. O jovem debutou em grande estilo no Maracanã, lançando Madson, que cruzou para Kléber Pereira só empurrar para as redes, sem ter muito trabalho.

Neymar seguiu impossível e, depois de expulsar Eduardo Ratinho, bateu firme da entrada da grande área. No rebote, Kléber Pereira completou para as redes, transformando a vitória santista em goleada no Maracanã.